Educação pelo direito de respirar ar puro: Materiais didáticos para educadores

31 agosto 2026
A educação é parte fundamental da construção de uma sociedade comprometida com a justiça socioambiental (imagem: Pexels).

Respirar ar puro, ter acesso à água potável e viver em segurança diante das mudanças climáticas são direitos. Educar para esses direitos é também educar para o cuidado com a vida e com os territórios. O texto propõe às escolas e aos educadores questões chaves para abordar o assunto com os estudantes e apresenta uma série de recursos didáticos para esse trabalho pedagógico.  

Pelo direito de respirar ar puro, acesso à água potável e segurança climática 

Viver em um ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todas e todos e está diretamente relacionado à qualidade de vida e à proteção das diferentes formas de vida. O Art. 225 da Constituição Federal de 1988 estabelece que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.  

Na Amazônia, esse direito está profundamente relacionado à proteção das florestas, das águas, dos territórios e dos modos de vida dos povos e comunidades que historicamente cuidam desses ecossistemas. Como afirma o Papa Francisco em Querida Amazônia, “o cuidado das pessoas e o cuidado dos ecossistemas são inseparáveis”. Essa perspectiva também nos convida a compreender que a educação é parte fundamental da construção de uma sociedade comprometida com a justiça socioambiental. Não se trata apenas de transmitir informações sobre mudanças climáticas, queimadas, qualidade do ar ou acesso à água, mas de promover conhecimentos, atitudes e práticas capazes de fortalecer o cuidado com a vida e com os territórios. No mesmo documento, o Papa Francisco destaca ainda que uma ecologia integral inclui uma dimensão educativa, capaz de favorecer novos hábitos e estilos de vida mais responsáveis, solidários e respeitosos com os limites da natureza.  

É nesse contexto que se insere a campanha Pelo Direito de Respirar Ar Puro, Acesso à Água Potável e Segurança Climática, da Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (IRI-Brasil). A iniciativa disponibiliza gratuitamente uma coleção de 72 guias educativos, elaborados para dialogar com a diversidade cultural e religiosa da Amazônia Legal e que podem ser utilizados por escolas, educadores, organizações, comunidades e diferentes grupos sociais.

magem: Campanha pelo direito de respirar ar puro Fonte: IRI – Brasil (.https://iribrasil.org/campanhas-1/).

A campanha propõe olhar para a Amazônia como território de aprendizagem e como referência para refletirmos sobre os desafios socioambientais contemporâneos. Por meio das histórias, conhecimentos e experiências presentes nos materiais, somos convidados a ampliar nossa percepção sobre o cuidado com o ambiente e a aprimorarmos nossas práticas coletivas.  

1. Educação pelo direito de respirar ar puro 

Respirar ar puro está relacionado ao direito à saúde, à qualidade de vida e a um ambiente equilibrado. As queimadas, a poluição e outros impactos ambientais afetam diretamente as pessoas e os territórios. Como a educação pode contribuir para que crianças, jovens e comunidades reconheçam o ar, a água e o ambiente saudável como direitos e participem de sua proteção?

2. Educação climática e cuidado com os territórios

A crise climática não se manifesta da mesma maneira em todos os territórios. Na Amazônia, secas, enchentes, queimadas e alterações nos ciclos das águas impactam comunidades, modos de vida, biodiversidade e formas de produção e reprodução da vida. Educar para a questão climática significa também valorizar os conhecimentos dos povos e comunidades tradicionais e compreender que cuidar das florestas, das águas e dos territórios é cuidar das pessoas.  

Que conhecimentos e experiências presentes nos territórios podem contribuir para uma educação climática mais contextualizada, participativa e comprometida com a justiça socioambiental? 

3. Educação para novos hábitos e práticas de cuidado

A educação ambiental e climática não se encerra no acesso à informação. Ela pode contribuir para a construção de novos hábitos, escolhas e formas de convivência com a natureza. Nesse sentido, escolas e comunidades podem ser espaços de aprendizagem, diálogo e mobilização, fortalecendo práticas de cuidado com a água, o ar, as florestas e os demais bens comuns. Como transformar conhecimento em práticas cotidianas de cuidado e em ações coletivas de proteção dos territórios? 

Como parceira institucional da IRI-Brasil, a Fundação SM convida escolas, educadores e comunidades educativas a conhecerem e utilizarem os materiais da campanha como recursos complementares para práticas pedagógicas e ações de educação socioambiental. A educação também acontece quando compartilhamos informações, criamos espaços de diálogo e mobilizamos outras pessoas. 

Materiais didáticos e de comunicação da campanha 

Materiais pedagógicos do CEMADEN Educação  

Uma proposta para educar, refletir e agir: conhecer os materiais, relacioná-los à realidade do território e transformar informação em práticas de cuidado com o ar, a água, o clima e todas as formas de vida.